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Jovens aprendizes da Unimed Manaus participam de workshop sobre prevenção da gravidez na adolescência

Manaus-Am | Dentro da América Latina, o Brasil é o país que tem o maior índice de gravidez na adolescência e o estado do Amazonas lidera em número de casos. Os dados foram apresentados durante o Workshop Prevenção da Gravidez na Adolescência: responsabilidade de todos, pela pediatra Elena Marta, presidente da Sociedade Amazonense de Pediatria e Coordenadora do Programa de Atenção Integral de Saúde da Família, da Unimed Manaus.

O evento, que reuniu dezenas de jovens do programa menor aprendiz mantido pela cooperativa médica, no auditório Osvaldo Gesta do Hospital Maternidade Unimed, na tarde de quinta-feira (7/2), foi o primeiro de uma série que será realizada ao longo de 2019, em atenção à Lei 13.798, de 03 de Janeiro de 2019, que acrescentou o artigo 8º-A à Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), criando a Semana Nacional de prevenção à gravidez na adolescência.

Durante sua participação no evento, Elena Marta destacou a importância de o país ter uma lei voltada especificamente à prevenção da gravidez na adolescência. Segundo ela, a nova lei vem chamar atenção para a importância de trabalhar o protagonismo juvenil na prevenção da gravidez na adolescência, além de criar uma consciência coletiva de que essa é uma responsabilidade de todos: da família, dos médicos, da escola, dos governos.

“A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, com reflexos sociais, econômicos e financeiros. Aumenta o risco de problemas na gravidez, complicando muitas vezes a saúde materna, fetal e neonatal, porque nesta faixa etária o adolescente ainda está em desenvolvimento e ocorre um duplo anabolismo, ou seja, dois seres se alimentando da mesma reserva de nutrientes”, afirmou a presidente da Sociedade Amazonense de Pediatria.

De acordo com Elena Marta, a desinformação continua sendo a principal causa da gravidez na adolescência, por isso, ela considera oportuna a nova lei que obriga que todos tenham compromisso com a prevenção. “Falta informação sobre sexualidade, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e o acesso aos métodos contraceptivos para esse público”, afirma.

A também pediatra Renata Amorim destacou a importância do médico tratar sobre o tema gravidez durante a consulta com o adolescente. No entendimento dela, o pediatra pode e deve conversar com o paciente e alertar o jovem, menino ou menina, sobre os riscos da gravidez precoce e oferecer inclusive opções de métodos contraceptivos. A médica lembrou que é igualmente importante falar com os pais, entretanto, o pediatra tem amparo legal para atender o adolescente sem a presença deles.

O ginecologista Ernesto Cardoso destacou em sua palestra os efeitos que os hormônios provocam no corpo e na mente dos adolescentes, fase da vida em que aflora a sexualidade e, consequentemente, ocorrem as experiências sexuais. Ernesto Cardoso apresentou uma trajetória dos métodos contraceptivos e explicou como funciona cada um deles, chamando atenção para importância de consultar o médico antes fazer uso de medicamentos.

O estudante Ítalo Lima Crispim, de 14 anos, menor aprendiz na Unimed Manaus, a exemplo de todos que participaram do workshop, acompanhou atentamente as palestras e aproveitou para tirar dúvidas. Ele admitiu que, muitas vezes, falta informação ao jovem, e por isso, não teve dúvida em participar do workshop. “O evento foi muito proveitoso pra mim, porque aprendi como me prevenir, as consequências que podem acontecer comigo e com a garota, por isso na hora da relação (sexual) sempre é preciso usar camisinha”, disse.

Evasão escolar

A enfermeira obstetra, Andrea Carvalho, também acredita que a lei sancionada em janeiro de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro, tornando obrigatória a realização de campanhas de prevenção à gravidez na adolescência, trouxe maior responsabilidade aos agentes públicos e a todos os entes envolvidos com essa problemática. “Até então, já se fazia educação sexual nas escolas, mas de uma forma limitada, porque algumas escolas não aceitavam e outras caminhavam timidamente. Agora, todos terão que fazer, porque é obrigatório se falar sobre este assunto”, destaca.

Andréa Carvalho apontou a evasão escolar como principal consequência da gravidez na adolescência, durante sua palestra no workshop promovido pela Unimed Manaus. Segundo ela, 67% das adolescentes grávidas conseguem concluir a gravidez, mas não conseguem terminar os estudos.

A conclusão da enfermeira Andréa Carvalho encontra respaldo no dia a dia dos adolescentes. A maioria deles tem exemplos próximos de jovens que abandonaram a escola após engravidar. “Tenho muitas colegas que engravidaram e deixaram de estudar, algumas até voltam, mas faltam muito às aulas, por conta de problemas com seus filhos”, conta Tailana Sena, de 15 anos.

 Fonte: http://imediatoonline.com/post/jovens-aprendizes-da-unimed-manaus-participam-de-workshop-sobre-prevencao-da-gravidez-na-adolescencia?

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